Linguística Indo-europeia

No Segundo Semestre de 2017, eu vou ofertar duas disciplinas optativas na área da indo-europeística: Linguística Indo-europeia I e a Leitura Orientada.

HL352 A – LINGUÍSTICA INDO-EUROPEIA I (Sábado, 10h30-12h30)

É a disciplina introdutória aos estudos indo-europeísticos. Nós investigaremos a Hipótese das Estepes para a origem do Proto-indo-europeu, além de um panorama histórico dos principais ramos da árvore indo-europeia.

Introdução à Linguística Indo-europeia apresentação da aula de 5 de agosto

A noção de parentesco linguístico apresentação da aula de 12 de agosto

Antecedentes da noção de línguas indo-europeias apresentação da aula de 19 de agosto

A Linguística do Século XIX – um resumo apresentação da aula de 26 de agosto

Bibliografia básica:

ANTHONY, David W. 2007. The horse, the wheel and language: how bronze-age riders from Eurasian stepes shaped the modern world. Princeton and Oxford: Princeton University Press.

MALLORY, J. P.; ADAMS, D. Q. 2006. The Oxford introduction to indo-european and indo-european world. Oxford: Oxford University Press.

HL812 A – LEITURA ORIENTADA EM HISTÓRIA DA LINGUÍSTICA (Sábado 8h30-10h30)

A expansão indo-europeia não foi apenas uma expansão linguística – provavelmente a maior expansão linguística já assistida pela espécie humana. Ela também foi uma expansão cultural. Mais do que palavras, também ideias, valores culturais, políticos, econômicos e religiosos se expandiram (junto com as palavras que os designam).

Nosso objetivo será utilizar o método histórico-comparativo da linguística do século XIX para analisar e reconstruir as narrativas indo-europeias comuns e, nesse percurso, vislumbrarmos a religião e a cultura indo-europeias originais, tal como elas podem ser reconstruídas a partir de suas “descendentes”.

AVISO (25 de agosto): Eu ainda estou elaborando o material das aulas para torná-los minimamente apresentáveis, mas vou postando algumas coisas que vamos ler na sequência.

MALLORY, J. P. 1991. In the search of indo-europeans: language, archaeology and myth. London: Thames and Hudson.

MALLORY, James P.; Douglas Q. Adams, eds. Encyclopedia of Indo-European Culture. Taylor & Francis, 1997.

Bibliografia básica:

BENVENISTE, Émile. 1995. O vocabulário das instituições indo-europeias. Campinas: Editora da UNICAMP.

CLACKSON, Calvert. 1995. How to kill a dragon: aspects of indoeuropean poetics. Oxford: Oxford University Press.

DUMÉZIL, Georges. 1988. Mitra-Varuna: an essay on two indo-european representation of soveraignity. New York: Zone.

 

 

MATERIAL MAIS ANTIGO

Materiais para as disciplinas ofertadas em 2016s2:

HL352 – LINGUÍSTICA INDO-EUROPEIA I

HL352 PROGRAMA 2016s2 (o programa da disciplina)

Introdução à Linguística Indo-europeia – minha apresentação da primeira aula, 01 de agosto de 2016

Antecedentes da noção de línguas indo-europeias – assunto da aula de 08 de agosto de 2016

A Linguística do século XIX – um apanhado – um resumo de materiais sobre a linguística do século XIX

A Linguística do Século XIX – um resumo– apresentação da aula de 15 de agosto de 2016 (versão corrigida, com os diagramas de ondas)

aula-de-29-08

aula-de-05-09

Arqueologia das Estepes I – Generalidades – O Neolítico Europeu

urheimat-i-generalidades-expansao-neolitica

achando-nosso-lugar-na-arvore – referente às aulas de 24 e 31 de outubro: desde a origem das línguas indo-europeias ocidentais, até as línguas célticas

linguas-germanicas – referente à aula de 7 de novembro (última aula do semestre)

HL353 – LINGUÍSTICA INDO-EUROPEIA II

HL353 PROGRAMA 2016s2 (o programa da disciplina)

HL353 – AULA 03.08.16  – apresentação utilizada em sala de aula

  1. Fonética do PIE (a partir de 10.08.16)

LEI DE GRIMM

PIE – Quadro Geral de Correspondências fonéticas0001

Leitura Suplementar: Mudança Linguística – básico (apostila elaborada para a disciplina de Linguística III, no 1ºSemestre de 2015)

Fonetica_PIE_2016.1 – Breve introdução à fonética e fonologia do PIE

la teoria de la raiz de benveniste – texto de apoio (Eire, 1971)

morfologia-indo-europeia-i-os-nomes -apresentação de 14 de setembro

morfologia-indo-europeia-ii-os-verbos – apresentação de 21 e 28 de setembro

morfologia-indo-europeia-iii-pronomes

sufixos-indo-europeus1 – Texto sobre a sufixação em indo-europeu – referente às aulas que deveriam acontecer em novembro

Textos de apoio para as disciplinas:

Texto de apoio I

Texto de apoio II

Texto de Apoio III

Aqui, um texto interessante, a Indo-european Grammar, de Quiles e Menchero.

O dicionário etimológico mais completo que eu conheço: Pokorny, Julius – Proto-Indo-European Etymological Dictionary

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7 comentários

  1. Olá professor,

    Gostaria de saber se esses dicionários etimológicos são confiáveis o suficiente para serem utilizados como fonte no trabalho de LPIE II. E quanto às correspondências gerais de sons… isso quer dizer que eu devo escrever sobre como os sons “mutaram”?
    Seguem os links: Ah não tem como postá-los, te mando por email, espero que não vá para o spam.

    1. Ana,

      acho que você já recebeu minha resposta por e-mail. Em todo caso, aqui vai: os dicionários são confiáveis. Apenas atente para a transcrição – no caso deles, sistema de escrita. Não é a mesma transcrição tradicional.

  2. Boa tarde professor Márcio Renato,
    Em contato com uma aluna, recebi indicação para eu encomendar/solicitar uma pesquisa etimológica – não sei ao certo o termo – para o nome de minha empresa. Trata-se de uma palavra creio eu, indo européia, utilizada por astecas, posteriormente perdeu-se na história do cacau. Não encontro nenhuma fonte para referência.
    Meu e-mail barbara_sordi@yahoo.com.br. Agradeço se puder retornar.

  3. Hello Marcio Renato, an Indo-European linguist has pointed me to you. I found similarities between some of your etymological ideas (namely the kw > p change occurring systematically across all of IE dialects and not only in Gk, Italic and Celtic) and my own. See, e.g., http://kinshipstudies.org/2015/05/24/indo-european-palatovelars-and-palatolabiovelars-the-end-of-the-centum-satem-division-of-indo-european-dialects/.
    http://kinshipstudies.org/2014/07/23/indo-european-labiovelars-a-new-look/

    I’d be interested in starting an exchange on this and other seemingly overlooked IE phonetic processes.

    Best regards, German Dziebel, Ph.D.

    1. Hello, German Dziebel. I think that there is some equivocal information. I don’t study such things ever. In fact, all my writings about phonology are of introductory kind, and my etimologies come mostly from Pokorny and other classical sources (as Ernout & Meillet or Chantraine). Maybe I wrote some incomplete quotation that can give you the false idea I have such evidencies. If that is the case, I must appologize and fix my error. Your hypothesis is, however, very interesting and I will read your paper with attention

      My interests are in fact more about historical semantics. But it is very difficult to work with indo-european linguistics in Brazil. We don’t have any tradition and, because of that, we don’t have a proper formation in the study field.

      Thaks for the contact. B.r. Márcio.

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